13 agosto 2010

O AQUECIMENTO

Hoje vos vou falar sobre o aquecimento, mas irei debruçar-me principalmente no aquecimento que normalmente é orientado por Vocês quando não jogam de início e os Vossos treinadores Vos mandam aquecer.
No geral o aquecimento normalmente tem uma duração entre vinte e cinco a trinta minutos, e tem como objectivos (1) preparar o Vosso organismo para o esforço intenso (2) Preparação psicológica para o treino ou jogo (3) evitar lesões.
O aquecimento deve ser sempre progressivo isto é deve ir aumentando de intensidade até se chegar a um nível próximo da competição.
Ora bem o Vosso aquecimento deve seguir as mesmas regras embora o tempo de execução seja quase sempre menor, por isso devem-se preparar psicologicamente para entrar no jogo, deve abranger todos os grupos musculares principalmente aquele que irão ser mais solicitados deve ser progressivo começar mais lento e terminar próximo ao ritmo jogo.
Por isso na próxima vez que tenham de ser Vocês a aquecer não facilitem, levem esse mesmo aquecimento muito a sério pois alem de precaver as lesões, também e se bem executado irá fazer com que entrem em campo mais preparados, mais próximos do ritmo do jogo, e será mais fácil para Vocês conseguirem cumprir o que Vos pediu o treinador, ao contrario se a realização desse aquecimento for feito na “ balda “ alem de poderem-se lesionar, vai ser muito difícil entrarem em campo e adaptarem-se ao jogo e depois acabam por não realizar uma boa prestação e o mais certo é no próximo jogo voltarem ao tão indesejado “ Banco”.
E atenção os treinadores observam como vocês estão a aquecer e muitas vezes acabam por não Vós colocardes em campo porque não estão a demonstrar grande motivação para entrar.
Também Vos aconselho a falarem com os Vossos treinadores para eles Vos ensinarem a aquecer quando saem do banco.
Resumindo:
Aquecer bem ajuda a não terem lesões.
Melhora o Vosso desempenho.
Quando sais do banco para ires aquecer devem demonstrar ao treinador que estão motivados para entrar, efectuando um aquecimento dinâmico.
Abraços : Nuno Naré

Fonte: Inserido Wednesday 08 August 2007 08:18
http://nunonare.bloguedesporto.com/765/o-Aquecimento/

12 agosto 2010

ATRIBUTOS DE UM BOM TREINADOR DE FUTEBOL

* Experiência
* Disciplina
* Equilibrio Emocional
* Capacidade de Observação do conjunto
* Conhecimento Técnicos e Táticos
* Organizar e Coordenar os Trabalhos da Comissão Tecnica
* Ser Generalista e Detalhista
* Liderança e habilidade no Relacionamento Humano
* Seriedade
* Sensibilidade e Facilidade de comunicação para Transmitir sua Idéias
* Motivação e Persuação
* Ser Prático, Intuitivo e Científico
* Ter Paciência para Ensinar
Fonte: Paulo Henrique Azevêdo - pha@unb.br
http://vsites.unb.br/fef/downloads/paulo-henrique/treinador_e_treinamento_futebol.pdf

TREINAMENTO FUNCIONAL - UMA REVOLUÇÃO NA PREPARAÇÃO DESPORTIVA.

Profs. Mauricio Calomeni e Marcos Almeida

Cada vez mais pessoas que praticam esporte, independentemente do nível em que praticam, buscam métodos de se condicionar para suportar as demandas tanto físicas quanto energéticas de suas modalidades, para isto muitas vezes estas pessoas realizam paralelamente ao esporte escolhido um treinamento que busca aumentar valências físicas como força, potência, velocidade e flexibilidade. Porém, na maioria das vezes este treinamento envolve padrões de movimentos e sistemas energéticos que em nada se assemelham aos utilizados no esporte praticado, pode-se citar como exemplo um jogador de tênis que realiza um exercício de rosca bíceps no aparelho com objetivo de melhorar a potencia de seus golpes em uma partida. É certo que o músculo bíceps braquial é muito ativado durante qualquer golpe do tênis e que fortalecê-lo no exercício rosca bíceps no aparelho com certeza trará algum resultado, porém, no aparelho por ser uniarticular estimula o referido músculo em um único sentido e sem a ativação de antagonistas, cinergistas e estabilizadores que são tão importantes ao movimento quanto o músculo principal, muito diferente que ocorre durante um golpe qualquer no tênis em que o braço precisa se mover em diferentes eixos de movimentos e utilizando para isto uma gama de diferentes músculos exercendo diferentes funções em momentos distintos do movimento, ora o músculo bíceps braquial pode ser agonista (principal) em um dado momento em outro momento do movimento este mesmo músculo pode passar a ser antagonista ou até estabilizador.
Vendo desta forma pode até parecer perigoso fortalecer demasiadamente o bíceps braquial se os outros músculos que devem atuar em harmonia com ele durante um movimento desportivo qualquer também não o forem, pois se o bíceps se tornar mais eficiente os outros músculos também devem ser para poder estabilizar e parar o movimento na hora correta, se isto não ocorrer haverá um grande desequilíbrio nas forças geradas durante o movimento e parece óbvio que o risco de uma lesão aumenta muito. É neste contexto que emerge o treinamento funcional ou treinamento funcional resistido que em suma consiste em reproduzir de forma mais eficiente possível os gestos motores e/ou os sistemas energéticos específicos não só do esporte praticado como também da vida diária, causando adaptações que serão muito próximas das que o organismo precisará durante a prática do esporte, isto confere a este tipo de treinamento um caráter aparentemente não ortodoxo que trabalha o corpo de forma integrada desenvolvendo além das valências físicas envolvidas na atividade também componentes neurológicos como equilíbrio e própriocepção que são importantíssimos na vida humana de forma geral não só no meio esportivo. Este treinamento tem sua base científica no princípio do treinamento esportivo conhecido como princípio da especificidade, este princípio diz que as adaptações, tanto energéticas quanto motoras, são específicas ao esporte praticado, por exemplo, ser um bom ciclista não quer dizer que será um bom corredor, pois as adaptações motoras e fisiológicas necessárias para um bom desempenho em uma prova de ciclismo são diferentes das necessárias a uma prova de corrida então não se pode treinar uma pessoa para realizar uma prova de ciclismo pondo o mesmo pra treinar um uma pista de corrida. Não podemos nos esquecer do grande suporte que este tipo de treinamento oferece como uma forma bastante eficaz de se proteger as articulações e músculos envolvidos com o esporte, pois sabemos que o treinamento funcional é usado para prevenir futuras lesões esportivas, tanto que hoje os grandes times de futebol, trabalham com esta forma de treinamento com este objetivo, conseguindo com isso resultados muito efetivos.
Um bom profissional, antes de montar um treinamento, deve buscar conhecer as demandas energéticas e os gestos motores envolvidos no esporte em questão e incluir no programa de treinamento, além dos exercícios convencionais nos aparelhos uma boa parte de exercícios funcionais que vão proporcionar ao praticante adaptações tanto fisiológicas como neurológicas que vão proporcionar ao indivíduo que realiza este tipo de treinamento muito mais eficiência e segurança durante a prática do esporte, sem mencionar que os exercícios funcionais por se aproximarem muito da prática tornam o treinamento muito mais dinâmico, prazeroso e menos monótono para quem o realiza.
Fonte:http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1794537-treinamento-funcional/